janeiro 04, 2013

Vento forte, maré mansa


Em dezembro de 2012, fui convidada para ser madrinha de um casal incrível. Uma amiga de longa data, a quem amo como irmã e seu amado.

Ser madrinha realmente é uma alegria incomparável. Compartilhar um momento tão especial, de perto é extremamente emocionante.

Assim como eu, minha mãe, participou de uma forma incomparavelmente linda. Ela, através do texto abaixo, celebrou a união dos dois. Em uma noite linda e abençoada, fomos todos envolvidos no mundo dos casados. 

Independentemente do momento de vida, seja casado, solteiro, separado, juntado, misturado, os dizeres abaixo são de grande valia a qualquer pessoa que queira dividir sua vida com outras.

" Eduardo e Simone,

Me senti muito, muito honrada pelo convite de vocês. Há noites que não durmo direito...

O que dizer a vocês? Como retribuir esta confiança?

A Simone, ou melhor, a Simi, a quem conheço desde adolescente, é uma pessoa rara.

Verdadeira, valente. Saiu pela vida, sempre coerente com ela mesma.

Sempre amiga. De todas as horas. Uma daquelas amigas que dão dicas quentes – raras. Talvez encontremos uma ou duas ao longo de toda a vida.

E ela te encontrou Duda. Uma pessoa risonha, feliz, que lida com o stress sem perder o foco... só podia ser uma pessoa muito especial. Fi-nal-men-te, Simone! Valeu os ensaios, a espera, a procura! Merecem! Fizeram por onde!

Pois hoje vim aqui, desejar que acreditem no seu amor, na sua vida, na sua proposta. Acreditem no amor! Pois ele permitirá que tenham uma vida completa.

Respeitem o silêncio, quando ele for necessário. A preocupação do outro é irrelevante? Jamais. É inerente a cada um. A cada qual.

Não quero que me vejas tão frágil? Não veja. São momentos que todos nós temos.

Momentos de lidar com as próprias fraquezas. Que podem ser, por exemplo, o que faço para o jantar para aquelas pessoas importantes? Ou como lidar com aquele cliente/ paciente que me assusta, me intimida e não me respeita? Ou como lidar com o insucesso daquele projeto tão importante?

Talvez o melhor neste momento seja calar.

Não perguntar.

Ou talvez, quem sabe, o contrário – perguntar.

Só o amor poderá fazer a sintonia fina e guiar o que melhor fazer.

Ao cuidar um do outro, o façam como parceiros, não como mãe ou como pai. Se respeitem como pessoas. Parceiros. Colegas de mar, de prancha, de sol.

Ou de varanda, de rede, de sofá... de silencio. Ou até mesmo de ausências transitórias.

Hoje um está melhor do que o outro? Tem mais recursos? Continuem dividindo, sem trapassas. Compartilhem!

Que tratem um ao outro com ternura. Sentimento essencial!
  
Acordou, em um momento difícil, ou complexo, com os pés inchados?

Que o outro ache, com carinho, os chinelos e te ajude a calçar.

Ou só os deixe a mão. Depende.

Só o amor pode guiar o melhor a fazer. Ou se fizer errado, que aquele de pé inchado, se não entender na hora, entenda noutro momento.

Talvez o outro estaja também precisando de chinelos.

Quando vierem os filhos, cada um entenda o amor do outro por eles.

Jamais interfiram, jamais se interponham.

Permitam, facilitem, ajudem.

Compreendam as limitações do outro. A paciência. Ou a impaciencia.

Que nenhum de vocês, jamais precise usar de subterfúgios para ser mais amado por eles do que o outro.

Que o amor entre vocês e para com os seus filhos, lhes baste.

Reconheçam e combatam a competição – cupim da relação.

Só o amor, em toda a sua extensão, pode permitir isto.

Amor? O que é isto? Difícil de definir porque se sente, apenas. APENAS? Não. É tudo!

É sair de si. Dar.

Só pessoas coerentes, valentes e verdadeiramente amigas entendem isto.

E quando pensarem: Quer saber? Na real? Que saco!

Peguem as pranchas, descarreguem a energia e se reencontrem.
  
Que sejam vencedores. Que sigam sendo as pessoas felizes que são.

E porque nós todos aqui fomos escolhidos, dentre tantos, para partilhar este momento, vamos juntos dizer TODOS!

Nós.... os declaramos.... marido e mulher".

novembro 01, 2012

Quem sabe um dia até talvez


Chegará o dia em que lembrarei de você com um sorriso nos lábios e sem lagrimas nos olhos. Talvez lagrimas de felicidade. Quem sabe?

Chegará o dia em que serei, metade da mulher que você foi na sua curta passagem por aqui.
Chegará o dia em que poderei dizer, que nada foi em vão. Que você veio, para nos ensinar o que era o amor incondicional. Que não importa a quantidade de vezes que te derrubaram, você sempre encontrou o caminho de volta ao topo.

Chegará o dia em que, não mais odiarei aqueles que te fizeram mal. Aqueles que te fizeram chorar, sofrer. E sim, lembrarei deles pelas vezes que te fizeram sorrir. Chegará o dia em que saberei, que soberanamente você venceu todas as adversidades da vida e que o fez com a maestria dos mais experientes.

Quem sabe um dia, poderei perdoar aquilo que levou você daqui. Que encurtou nossos encontros e que me privou de uma pessoa iluminada.

Quem sabe um dia, saberei o que você sentiu quando a vida começou a fazer sentido. Quem sabe um dia, poderei dimensionar tudo o que você sofreu.

Quem sabe um dia, conseguirei aprender com suas conquistas. Quem sabe, conseguirei me tornar uma pessoa melhor, por ter dividido com você, minha inocência. Talvez, um dia entenda realmente, o porque você se foi.

Quem sabe, um dia talvez, consiga viver o que você viveu, amar como você amou, esquecer como você esqueceu e libertar-me como você se libertou.
Até lá, gostaria de pensar que estarás sempre comigo, guiando meu caminho e brilhando sempre que eu estiver na escuridão.

Espero um dia, poder te dizer de novo, que te amo. Que te admiro. Que a vida aqui não é a mesma sem você. A vida seguia tranquila, enquanto sabia que você estava por perto. Quem sabe um dia, o universo fará sentido novamente. Quem sabe um dia, entenderei verdadeiramente, porque a sua trajetória acabou. Espero que, de onde estejas, sintas e saibas o que sinto por você. Quem sabe um dia, te encontro novamente e poderemos terminar a história que mudou a minha vida e que repentinamente se acabou.