É um amor incondicional deles para nós. Independentemente do que acontecesse, ela estava sempre sorrindo no portão quando chegávamos e sempre fazia companhia enquanto estávamos em casa. Dormia na cama e como qualquer ser, roubava as cobertas se sentisse frio.
Nunca tinha tido a oportunidade de acompanhar um cachorro durante toda sua vida. Acompanhei a Heidi por 11 anos...belos anos, fui abençoada por ter tido contato com uma forma tão pura de amor. É muito difícil dizer adeus. Sei que todos os dias pessoas sofrem perdas irreparáveis e pelo menos minha preta foi tranqüila e serena. Mas mesmo assim é um saco!
Mas, não tínhamos como deixá-la adoecer cada vez mais, transformando-se em um cachorro desconhecido e cheio de tubos, problemas, curativos...sem qualidade alguma de vida. Ela era mais digna que isso. Foi a pior decisão que já tomei até agora e espero nunca ter que fazê-la novamente. Fizemos porque a amamos demais para deixá-la sofrer.
Minha preta, amada, minha parceira...fiel escudeira.
Isso era chegar em casa.


